|

|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Você
é o visitante n°: |
|
desde
10/06/04 |
|
|
|
| :. As Catirinas .: |
“...Cada uma das meninas então pegava sua saia. Saia
pesada, de muitos metros de pano, cortadas em godê. Por baixo
iam colocando anáguas, quantas lhes satisfizessem. Anáguas
branquinhas, engomadas no anil. O dia inteiro secando. O terreiro
inteiro com a brancura das anáguas. Colocavam uma, duas,
três, quatro... Iam se formar nas laterais do cortejo. A longa
fila das catirinas. Vinham protegendo a corte e fazendo evoluções.
As primeiras, lado a lado com o embaixador e seu pavilhão,
puxavam o cordão para, de tempos em tempos, retomarem a meia-lua.
As saias abertas, os passos moles, cadenciados, um gingado lento,
único. Iam respondendo o puxador num coro poderoso, ouvido
à distância. Cruzavam elas lá atrás do
batuque, cheias de ternos olhares para seus batuqueiros pretendidos...”
Barreto
de Araújo in: Breviário de Danças,
Entrudos e Folguedos Nordestinos.

A Catirina é uma das figuras
mais importantes entre os tradicionais personagens do maracatu.
É a dançarina de maracatu por excelência.
As Catirinas formam-se em dois cordões que se posicionam
lateralmente ao conjunto. São estes cordões que
realizam as evoluções mais dinâmicas percorrendo
todo o maracatu ora em sua lateral ora cruzando na frente ou atrás
do grupo. Usam grandes saias rodadas, blusas de renda, colares
e turbantes. Por vestirem-se de modo mais leve e serem geralmente
meninas mais jovens, as catirinas são responsáveis
pelos movimentos ágeis e de mais desenvoltura, sem nunca,
porém realizarem passos diferentes do passo típico
do maracatu.
|
Maracatu
Lua Nova - Rua Dona Clara, 1046 - Bairro Aparecida
Belo Horizonte - Minas Gerais |
|
|
|
|