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Guarda de Moçambique do Divino Espírito Santo do
Reino de São Benedito.: |
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“...Veio o congo como sempre vinha. As fitas, as vozes, a dança. Eu ali debaixo da saponária. Sempre com o deslumbre. Só com o prender da respiração. Iam no passo-passando, indo e vindo. As caixas, os patangomes. Os mil espelhos. Vassourinhas. Mas aquele dia veio mais. Atrás deles outros. Mais sérios, mais cabisbaixos, mais roucos. Outros negros. Quase que mais negros. Um ajuntado de lamentos. Das Dores que me disse: eram os Moçambiques. Tinham também os tambores. Tambores tristes. E entre os sons dos tambores, os sons das correntes. O de se deixar atônito. O de quase chorar sem se saber porquê. O mistério. Correntes que batiam ritmadas. As Gungas. Campanhas. Uma surra. Ora poucas num arrastar cansado, ora muitas cortando o ar. Rebelião. Batiam o pé e arrastavam dores. Batiam o pé e tiravam do chão memórias escravas. Os antepassados. Passando lentos. A poeira. Atrás deles só Nossa Senhora do Rosário, no andor, vigiava...” Cornélio Cerqueira Filho in: Lembranças de Minhas Infância
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Em 13 de Outubro de 1996, um grupo de amigos e parentes formou uma pequena guarda para levar o andor do Divino durante a festa da Guarda de Congo Feminina.
No ano passado, tendo como reis festeiros Gildete e Messias, a festa da Guarda do Divino recebeu 25 guardas visitantes num total de mais de 1.500 congadeiros.
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Guarda de Moçambique do Divino
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